botafogo atlético mineiro Rupturas e desdobramentos da Semanabotafogo atlético mineiroArte Moderna

Comentário sobre o livrobotafogo atlético mineiroMaria Lúcia Fernandes no mêsbotafogo atlético mineiroque a Semana faz 104 anos



✅ Receba as notícias do Brasilbotafogo atlético mineiro e da TVbotafogo atlético mineiro no canal do Brasilbotafogo atlético mineiro e na comunidadebotafogo atlético mineiro no WhatsApp.

Publicadobotafogo atlético mineiroA Terra É Redonda

Ai, que preguicinha boa! Imagina ter que sairbotafogo atlético mineirouma gostosa rede para aprender a tocar um talbotafogo atlético mineiroalaúde (já viram um?). E sair escrevendo manifestos tão inteligentes quanto pretensiosos – com a quase absoluta certezabotafogo atlético mineiroque, a partirbotafogo atlético mineiroentão, nada mais haveriabotafogo atlético mineiroser como antes. Tempos velozes, futuristas.

Pensem na ousadia iconoclasta que provocou um bafãobotafogo atlético mineirodimensões épicas –botafogo atlético mineiropleno Theatro Municipalbotafogo atlético mineiroSão Paulo. Sim, o “h” permanece lá até hoje (quem duvidar é só ir ao site oficial). O espetacular prédio (que mimetiza teatros parisienses) tornar-se-ia motivobotafogo atlético mineiroorgulho para os caipiras aristocratas/cafeicultores – futuros industriaisbotafogo atlético mineirouma cidade que se expandia rapidamente. 

São Paulo possuía no início da décadabotafogo atlético mineiro1920 algo como 600 mil habitantes, 2%botafogo atlético mineiroum universobotafogo atlético mineiro30 milhões. Para efeitobotafogo atlético mineirocomparação, entre os cerca dos atuais 203 milhõesbotafogo atlético mineirobrasileiros – 11,5 mi, quase 6%, morambotafogo atlético mineiroSampa. botafogo atlético mineiro Mais ou menos o dobro da atual população do Riobotafogo atlético mineiroJaneiro. Há um século, nossa então capital tinha 1,2 mibotafogo atlético mineirohabitantes. Era o epicentro político e cultural do país. Basicamente São Paulo era uma província pretensiosa que rapidamente estava a enriquecer seus fazendeirosbotafogo atlético mineiroimpressionante velocidade. 

Essa pequena digressão visa ressaltar o inusitado. Por que o Modernismo explode aquibotafogo atlético mineiroSão Paulo e não no Riobotafogo atlético mineiroJaneiro – que houvera passado por uma grande reforma urbanística, conduzida por Pereira Passos, a qual demoliu cortiços, expulsou os pobres para longe do centro, abriu largas avenidas e muito mais (o modelo foi a radical reforma parisiense conduzida por Haussmannbotafogo atlético mineirofins do século XIX). Aliás, sempre me impressionou como o centro do Rio – ebotafogo atlético mineiroBuenos Aires – nos lembram imediatamente Paris.

A Semana escandalosa ainda tem algo a nos dizer? - O sensaboroso Graça Aranha, então consagrado escritor, foi o padrinho da Semanabotafogo atlético mineiro1922. Nosso mestre Alfredo Bosibotafogo atlético mineiroseu canônico História Concisa conta que o jornalão dos Mesquita noticiou e saudou efusivamente o evento, destacando a importância do Municipal assistir espetáculosbotafogo atlético mineirorepresentantes “das mais modernas correntes artísticas”.

Isso tudo é muito conhecido e estudado (ou não!) nos bancos escolares do ensino médio às pós-graduações. É inescapável a constataçãobotafogo atlético mineiroque o movimento modernista deu “régua e compasso” para parte significativamente não só da literatura como das artes como um todo. Do tropicalismobotafogo atlético mineiroCaetano ao teatrobotafogo atlético mineiroZé Celso: música, artes plásticas, arquitetura e até mesmo a indústria cultural. Há cem anos o modernismo é paradigma que nos estrutura e ajuda a construir nossa identidade como país. 

Todos esses temas e muitos outros estão presentes no mais recente livro da professoraMaria Lúcia Fernandes: Rupturas e desdobramentos – reverberações críticas da Semanabotafogo atlético mineiroArte Moderna, no publicado ano passado.

As 274 páginas trazem dez ensaios organizadosbotafogo atlético mineiroduas seções: i. A Semana e a busca da identidade brasileira; ii. Reverberações críticas da Semana. 

Eu tive o prazer (e o privilégio)botafogo atlético mineiroser alunobotafogo atlético mineiroMaria Lúcia no cursobotafogo atlético mineiroLetras na Universidade Federalbotafogo atlético mineiroViçosa,botafogo atlético mineiromeados dos anos 1990 – hoje Fernandes é professora livre docente na UNESP,botafogo atlético mineiroAraraquara.

Fernandes sustenta que a Semana não foi imprescindível para a constituição do Modernismo. Em ótima e sarcástica tirada, chega a classificar as apresentações no Municipal como um “happening dadaísta” (os mais jovens chamariambotafogo atlético mineirolacração).

O que mais gostei foi que o conjuntobotafogo atlético mineiroensaios dialogam estruturalmente entre si. Na primeira metade do livro, Maria Lúcia trata fundamentalmente dos founding fathers, tantas vezes descritos como antagônicos, quando no fundo são dois polosbotafogo atlético mineiroum mesmo movimento inicial.

Tímido, apolíneo, professorbotafogo atlético mineiroclasse média, Mário (impressionantemente erudito) é uma parte do “cânone”. Dionisíaco, espalhafatoso e burguês Oswald é outra. Maria Lúcia escreve sobre ambos.  

O homem que criou um herói sem nenhum caráter tinha a ambição intelectualbotafogo atlético mineirobuscar “uma expressão estética brasileira” e “incorporar a fala impurabotafogo atlético mineirosua [nossa] gente”. 

Já o maridobotafogo atlético mineiroPagu, seu Oswald, engajou-se – assim como Patrícia – política e ideologicamente: ambos foram comunistas. Oswaldbotafogo atlético mineiroAndrade nos legou uma obra esteticamente experimentalista, “misturando poesia e prosa”. Manejou técnicas como recorte e colagem, trazendo elementos do futurismo europeu para nossa literatura.

Maria Lúcia,drummondianamente, não se afasta do tempo presente. Dá as mãos às mulheres, negros e indígenas ao tratarbotafogo atlético mineiroautores e autoras contemporâneas como Cuti (Luiz Silva) escritor negro; Denilson Baniwa (artista indígena) e às poetas Angélica Freitas e Luiza Romão. Confesso que senti faltabotafogo atlético mineirouma reflexão sobre a produção contemporâneabotafogo atlético mineiroautores LGBTI (ou que escrevam dando ênfase à diversidade sexual ebotafogo atlético mineirogênero).

À guisabotafogo atlético mineiroconclusão, diria que o livro é rigoroso – mas didático. Conversa com os especialistas, estudantes, jornalistas, mas pode ser degustado por todas as pessoas que curtem nossa literatura, ainda que talvez ainda seja mesmo um “galho secundário da portuguesa, porbotafogo atlético mineirovez arbustobotafogo atlético mineirosegunda ordem no jardim das Musas”, como o mestre dos magos, ícone mor, um paradigma vivo, a definiu azedamento há algumas décadas.

*Julian Rodrigues, jornalista e professor, ativista do movimento LGBTI ebotafogo atlético mineiroDireitos Humanos, mestrebotafogo atlético mineirociências humanas e sociais (UFABC) e doutorandobotafogo atlético mineiroAmérica Latina (Prolam/USP).

Referência

Maria Lúcia Outeiro Fernandes. Rupturas e desdobramentos – reverberações críticas da Semanabotafogo atlético mineiroArte Moderna (Pontes Editores). [https://amzn.to/3UsrGAt]

Assine obotafogo atlético mineiro, apoie por Pix, inscreva-se na TVbotafogo atlético mineiro, no canal Cortesbotafogo atlético mineiro e assista:

Este artigo não representa a opinião do Brasilbotafogo atlético mineiro e ébotafogo atlético mineiroresponsabilidade do colunista.

botafogo atlético mineiro

comentários

Fontes de referência

  1. bovada online casino
  2. unibet supertoto
  3. jogos offline
  • sportingbet
  • app de apostas copa do mundo 2024
  • é possivel fazer aposta da mega sena pela internet
  • é possivel fazer aposta da mega sena pela internet
  • roleta demo gratis
  • jogos online que pagam no pix
  • jogos online que pagam no pix
  • Os botafogo atlético mineiro comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não dobotafogo atlético mineiro

    Facebook YouTube Twitter Instagram Flickr Spotify SoundCloud Telegram

    Ao vivo na TVbotafogo atlético mineiro

    Cortesbotafogo atlético mineiro